Minha mãe, minha Vida.

Hoje eu tive uma pequena discussão com a minha mãe. Não bastasse nossos desencontros de opiniões, hoje tivemos um pequeno confronto. Para começar, ela é mais velha do que eu, tem muito mais experiência do que eu na vida, e o pior(?) de tudo: preocupa-se demais comigo. O que discutimos, não vem ao caso. Mas o resultado da conversa me obrigou a escrever o post de hoje.

Mãe: companheira eterna

“Mãe, eu não quero que a senhora me leve a mal, mas discordo de algumas coisas que me diz. Eu sei que se preocupa comigo, com meu futuro. Eu sei que sente minhas dores – bem, na verdade eu não sei, porque não sou mãe ainda,  mas tento entendê-la. Eu sei que pode parecer difícil, pois quero andar com minhas pernas de verdade agora, sem agarrar sua mão. Que, aliás, vai me fazer falta o resto da Vida. Mas chegou a hora de ir. Não, eu não estou lhe desprezando ou recusando sua ajuda. Eu acho que fui abençoada por ter uma mulher forte ao meu lado e que, apesar de desconfiada, está aqui, desejando meu bem. Eu sei que tem medo que eu me aventure e quebre a cara, como tantas vezes eu já fiz, não é mesmo? Tenho certeza que não é só você que pensa assim. Mas é meu futuro. E, mãe, eu te amo muito. Embora não tenha coragem para lhe dizer, com palavras sinceras, o tamanho do meu sentimento, eu sei que um dia vou ler esse texto para você. As nossas diferenças ajudam na construção dessa ponte que cada dia fica maior entre nós – falta de tempo da minha parte porque estudo, falta de tempo da sua parte porque trabalha. Mas eu amo tudo na senhora, não mudaria nada. E nada mais justo do que eu lhe agradecer por ter me dado a Vida e ainda preocupar-se comigo de uma forma incondicional. Obrigada, Mãe! Eu não tenho mais palavras. Só deixe-me crescer, voar. Eu sei que a senhora não quer me libertar e sei que vai falar mesmo quando achar necessário. Mas me dê um passe-livre, ou outro. Eu prometo me esforçar e lhe ouvir mais.”

Mãe.

O que eu quis dizer com essa declaração?

Algumas coisas: Primeiro, valorizem a mãe de vocês. Ela lhes deu a Vida, a oportunidade de vir na Terra, seja para fazer sei lá o que. Mas lhe deu. Você vive, respira, namora, faz sexo, come, vê televisão, nada pelado, transa, ama, ri por causa dela. Tudo isso, porque ela possui um útero o qual lhe abrigou durante a gestação. Ame-a e respeite-a. Segundo, escutem-na. Eu sei, é difícil. Às vezes, parece que ela só quer pentelhar a Vida de vocês – como parece que minha mãe faz comigo – mas é uma forma de demonstrar amor e o quanto elas se importam. Ouçam. Reflitam. E, se acharem que ela está errada, reflitam de novo. Sempre há algo certo no pensamento/devaneio/sentimento de mãe. Terceiro, conversem com elas. Um dia, nós, mulheres, seremos mães, e os homens, pais. Passaremos por isso, sentiremos as dores, lutaremos com unhas e dentes pelos nossos filhos. Depois, quando sua mãe/pai estiver morrendo, não adianta lamentar-se. Saiba aproveitar o momento, o agora.

Como eu disse, eu tenho muitas diferenças com a minha, mas a cada dia que passa e converso com essa mulher de olhos negros e penetrantes – que tem suas qualidades e defeitos – percebo que posso aprender muito com ela, e com a Vida. Por isso, saibam valorizar suas mães, aprendam a amá-las, porque de uma forma ou de outra, ela os ama.

Boa Quarta-feira!
Thamires.

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