Celulares e seus usos

Ontem eu voltava do serviço de ônibus e uma coisa curiosa me chamou a atenção: pelo menos todas as pessoas que estavam nos assentos da minha frente tinham celulares. Fiquei, por um segundo, me sentindo um ser de outro mundo – porque eu, desde que estraguei meu celular, não o tenho usado mais. E, sabe, ver um monte de pessoas com celulares e tu não teres um, faz tu pensares que és um ser excluído.

Curioso, isso é muito curioso! Porque ultimamente tenho trabalhado e pensado em comprar um celular… De qualquer maneira, não sei. Porque, pelo que vejo por aí – e não são poucas vezes – as pessoas vinculadas aos celulares agem como viciados, quase escravos deles. Pois é, é tenso mesmo. É tenso, porque ao mesmo tempo que esse BOOM tecnológico invadiu o mundo globalizado, ele trouxe consigo uma geração um tanto quanto superficial, que não vive, por estar vinculada a uma coisa única: o toque de um celular, aquele clássico, sabe? Da Samsung.

Fonte: We heart it.

Fonte: We heart it.

Enfim, eu estive pensando. Pensei e pensei e vi que sou muito sortuda por não ter um celular. Sabe porquê? Porque eu não fico vinculada a nada, não fico ansiosa com uma ligação que não recebi. Eu só controlo o tempo pelo relógio analógico e velho pendurado na parede. Minha noção de tempo e limites são muito maiores. Eu sei que tenho certos “privilégios” não usando o celular. Entretanto, ao mesmo tempo, sinto falta (por que será?) de um aparelho o qual eu possa me comunicar com outra pessoa. Seja para marcar de ir em uma pizzaria ou perguntar se está tudo bem.

Sei lá. Será que devo adquirir um celular mesmo? Fico observando meu pai, que agora é chefe e está vinculadíssimo ao celular, e me pergunto se quero ser como ele, que se fica sem o celular enlouquece parcialmente, ou se irrita, pois podem ligar para ele do trabalho. Fico observando minha irmã, que está grande parte do tempo no celular, usando o tal do WhatsApp, ouvindo música, se isolando do mundo, e sinto medo, muito medo de ficar com ela. Isolada, conectada, sobrevivendo? Sei lá. Eu sempre fui fã da liberdade.

Devo me prender a esse vício?

Sabe, uma vez o tema de uma redação do colégio era falar sobre o uso do celular. E, surpreendentemente, eu tirei 1000. Nossa, fiquei super feliz! Meu texto realmente estava muito bem estruturado, mas aquilo era só uma nota para passar no ENEM. Enfim, não vem ao caso, mas o que eu quero dizer é que por mais que eu tenha falado das vantagens do celular nessa redação, seu uso inadequado é perigoso. E é desse perigo que eu quero correr. Me sinto bem como estou, não sinto falta do celular. Mas, às vezes, tenho recaídas… Pois é. O celular é algo quase essencial na nossa vida hoje, pois nos permite comunicação, etc., mas não sei, não sei se devo, porque não quero me tornar mais um ser subordinado a essa tecnologia.

E vocês, o que acham?

Thamires Coelho, 18 anos, Rio Grande do Sul. Eterna estudante da Vida, caçadora de conhecimento, idealista, impulsiva, apaixonada e desorganizada. Adoro escrever e dar meu pitaco na conversa dos amigos! No twitter, divago em @thamirescoelho_.
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Você já agradeceu hoje?

Passamos a vida inteira reclamando, lutando, procurando a felicidade. Mas, e o agradecimento? Você já parou para pensar o quão importante é agradecer? Não importa o que ou a quem, agradecer é sempre bom! Por isso, o post de hoje é relacionado ao verbo agradecer. Bora agradecer?

Já faz um tempo que venho pensando sobre minha vida. De uma forma engraçada e que a só a Vida sabe fazer, tudo deu certo. Deu certo sim, não foi como EU queria, mas de alguma forma a Natureza transpirou a meu favor. Vai saber, né?

Fonte: We heart it

Fonte: We heart it

Passei então a perceber que independe das forças que coordenam e mantém o Universo (por enquanto) em equilíbrio, estamos todos subordinados a elas, independente de nossas vontades. Sim, as nossas vontades contam muito também, mas eu queria muito duas coisas e não ganhei nenhuma. #trágico?

Indignada, cheguei até questionar, muitas vezes, minhas crenças, mas percebi que não tem necessariamente a ver com elas: tem a ver comigo. Completamente comigo, não com o que eu acredito. E eu vi que não vale a pena se preocupar excessivamente com as coisas — tudo bem, isso até pode ser culpa do livro do Jack Kerouac — mas eu provei que se estressar excessivamente só vai me causar mais cabelos brancos indesejáveis.

Ao invés disso, ainda na minha autorreflexão, percebi que vale mais a pena eu agradecer às forças inertes no Universo  PELA MINHA VIDA?  do que eu ficar reclamando e me questionado ‘PORQUÊ?’ quando eu já sei a resposta. Sabe?

Não é difícil perceber isso, mas é mais fácil reclamar e jogar a culpa, o fracasso, o erro, nas costas de alguém. É mais fácil apontar o dedo, dizer que um ‘Deus’ é errado, ou que ele sabe o que faz, e deixar-se levar pelo fluxo…
…Eu prefiro acreditar que tudo está certo. Porém, para sabermos disso, não precisamos de crenças e sim agradecer e enxergar a vida — se for necessário — com outros olhos. De preferência, com a cor distintas dos seus.

Enfim, sei que não é fácil agradecermos. Tampouco, enxergarmos nosso erro. Porém, sei também que é necessário, uma vez que, agradecendo, demonstramos, simultaneamente, um pouco de humildade. E isto faz bem para qualquer um.

Eu queria escrever mais, divagar e divagar, mas talvez o texto tenha ficado um pouco confuso. De qualquer maneira, agradecer é necessário. Já parou para se perguntar se você já agradeceu hoje?

Thamires Coelho, 18 anos, Rio Grande do Sul. Eterna estudante da Vida, caçadora de conhecimento, idealista, impulsiva, apaixonada e desorganizada. Adoro escrever e dar meu pitaco na conversa dos amigos! No twitter, divago em @thamirescoelho_.

Adeus, Ano Velho! Feliz Ano Novo!

Chegamos a mais um final de ano… E, nesse momento, milhares de mentes pensantes estão matutando sobre o seu amanhã, como será o seu 2014… Pois é.

Acontece que não somos donos do tempo e não podemos controlá-lo; mas podemos, sim, transmitir e desejar as melhores coisas para os outros. E, pensando sobre isso, me pego a calcular quantas pessoas desejam o melhor para os outros e esquecem de se melhorar, de desejar se melhorar. Para essas, o que desejo é que consigam olhar para dentro de si mesmas e enxergare algo de bom: seja seus bonitos olhos, suas pernas bem torneadas ou sua inteligência admirável.

Há outras pessoas, porém, que não desejam só um bom 2014… Elas desejam mais. Elas anseiam mais. E, se assim como eu, você quer praticamente mudar e decidir sua vida nesse próspero e próximo ano, o que eu lhe digo é . Ou melhor: CORRA. Corra como nunca antes correu, corra como um desesperado, um apaixonado pelo seu sonho. Porque é esse seu sonho, certamente, que o impulsionará a vencer qualquer coisa em 2014… Seja um pequeno obstáculo, sejam as indesejáveis gorduras que você tanto quis queimar.

Dessa maneira, só me resta desejar que refletam sobre um ano melhor, com atitudes e pensamentos melhores que, muito provavelmente, irão transformar sua vida em algo muito melhor também. Que possamos nos divertir nessa virada de ano sem nos esquecermos do quão importante é começarmos bem o ano. Feliz 2014 & Feliz Ano Novo!

Existência

Fonte: Luizmotivador

Fonte: Luizmotivador

 

 

 

 

 

 

 


Quando paro para refletir sobre esse mundo
Sinto-me vazio, sem fundo.

É como se só palavras não conseguissem expressar
Toda minha ânsia, meu medo de tentar.

Andando pelas ruas, desnorteado
Percebo que a solução — como dizem — nem sempre está ao meu lado.

E, dessa forma, vou sobrevivendo
Para que um dia, enfim,
Eu viva, aprendendo.

Thamires Coelho.

Amar-se em primeiro lugar!

Pensando na Vida e nos últimos fatos que me aconteceram ontem, anteontem – e que também acontecem a cada minuto, pois sou uma “metamorfose ambulante” – pude perceber o verdadeiro valor de se amar SEMPRE. Parece fácil para mim falar isso agora, pois provavelmente não sou alguém com o coração partido (mas, acredite, já tive o meu muitas vezes! E sobrevivi) mas posso dizer que pela minha experiência vale e valerá always se amar.

É que chega um momento em que é necessário tomar uma decisão, ou eles, ou eu, e aí é que se percebe que, “- adeus, galera! Eu quero é ser feliz”. Pois é, não são todos que pensam assim, mas vou dar algumas dicas para você que está se sentindo triste, deprimido, sem vontade de viver *porque ninguém gosta de mim* ficar mais alegre. Vamos lá? Hora de ser feliz!

1. Não desconsidere as opiniões alheias, apenas as compare com as suas e se elas divergirem e você não levar fé simplesmente esqueça.

2. É difícil se amar quando está infeliz com seu corpo, com seu rosto. Mas, pensa bem. Pese na balança o que tem mais importância para si e, sim, viva do seu jeito fucking the system.

3. Perceba que, muitas vezes, você se doa mais que o necessário. Não que precisamos agir como Talião, que pregava olho por olho, dente por dente. Mas po, pera aí. Você se “matando” por alguém e essa pessoa nem aí? Pera aí! Pare tudo e conversem. Não deu certo? Siga! A sua felicidade está em primeiro lugar.

4. Ame-se! Afinal, se você não o fizer, quem fará? Eu gosto de acreditar que temos que fazer tudo que desejamos e, claro, ou infelizmente, respeitando a opinião dos outros. Equívoco aqui: respeitar a opinião dos outros não é deixar de fazer algo porque eles não querem ou não acham certo! Faça tudo o que pode você quiser fazer – dentro dos nossos limites de liberdade no Brasil – e seja muito, mas muito feliz.

5. Viaje. Leia um livro. Mate uma aula. Fuja das regras e da rotina! Fazer o que não gostamos e – pior ainda – fazer coisas sem saber o motivo é horrível. Sempre questione-se, sempre. Só cuidado com a paranoia, haha.

E só para concluir: não coloque muitas expectativas em cima de alguém. Eu sei que é horrível, eu odeio sites que ficam dizendo como agir, mas aqui é só uma dica, se quiser, tente aprender por si mesmo, talvez seja melhor. Outro detalhe aqui: se amar é se aceitar, reconhecer seus erros, viver. Se amar é colocar-se em primeiro lugar, fazer o que tem vontade, viver a SUA Vida.

Por hoje é esse “conhecimento” que venho compartilhar!
Viva, não sobreviva!

Reflexão do dia: Arrepender-se

Fonte: Docedeni - Blogspot.com

Fonte: Docedeni – Blogspot.com

Arrepender-se.

Ao menos uma vez você já se arrependeu de algo. Algo que acredita que tenha feito errado, algo que acredita que tenha feito certo e os outros acharam errado. A real é que o arrependimento é um sentimento que vem de fora para dentro, que nos transforma literalmente. E, pensando nisso agora, percebo que me arrependo, sim, do que fiz, mas que esse “erro” me fez crescer.

É estranho, porque só aprendemos errando mesmo. É estranho.
O arrependimento está ligado também com a imagem que você tem de você mesmo e pode significar que se exige demais. Que não se aceita e que não aceita, principalmente, errar. Acontece que errar é necessário para a mudança (como já falei aqui). No mínimo, curioso.

O arrependimento tem o poder de te fazer sentir culpado, mesmo que você realmente não seja. Eu sei, é horrível tal sensação, mas acontece. Por isso, depois de uma discussão caliente com seu namorado, você se sente o pior dos seres e vai correndo pedir desculpas. Não que você esteja errada em correr atrás, mas deixar rolar, às vezes, não faz mal.

Pois é, acho que todos fazem isso quando se sentem arrependidos. Seria normal ou apenas uma influência, um dogma da sociedade? Vamos pensar?

Eu gosto de acreditar que podemos tudo, que devemos rever nossos atos sempre… Mas que, acima de tudo, arrepender-se não significa submissão. Pode ser, até, que você seja menos orgulhoso ou menos vaidoso do que quem começou a briga e se “render”. Mas se você entender o porque do sentimento de culpa – o arrependimento – e transformá-lo em algo bom, certamente verá com outros olhos o ato de se arrepender.

Por isso, eu não posso condenar quem se arrepende. Eu, mesma, faço muito isso e muitas vezes não: sou radical e orgulhosa até o fim. E isso é de se pensar. Valerá a pena ser assim?

Well, fica a reflexão para quinta-feira! 🙂