Tempo Perdido

Tenho estado com a música Tempo Perdido da Legião Urbana na cabeça. Desde o dia em que vi o filme “O Homem do Futuro”, onde o Wagner Moura e a Aline Moraes incorporados em seus personagens cantam essa música, eu me identifiquei muito e passei a levar essa música no coração. Certo dia, quando comentei essa música com minha irmã, ela começou a procurar no CifraClub como tocar e não é que tocou?

Esse fato me emocionou muito. TANTO, que passei a refletir sobre  a música e ela tem tanto a ver com a nossa relação, minha e dela, que chorei. Chorei copiosamente, porque, quando tu te identificas com algo — uma música, no meu caso — e isso faz tanto sentido na tua vida, parece que dá um estalo lá no fundo, e tu acordas.

Pois é. Eu acordei. E o nome Tempo Perdido dessa post não é em vão. Fico me questionando quanto tempo eu perdi e não agi, quando tempo as pessoas perdem e não o valorizam . É, é verdade, que “quando acordo não tenho mais o tempo que passou“. Mas, sim, “tenho muito tempo“. Não sei direito o porquê, mas faz todo o sentido.

Ainda, para completar a música, na última estrofe da mesma diz que “nem foi tempo perdido… Somos tão jovens“. E aí, gente, é que vem o estalo maior: apesar de todo o “tempo perdido” — o tempo não aproveitado, ou, se quer sentido — ainda temos tempo. Somos tão jovens. Tão jovens para viver, tão jovens para tentar, jovens para insistir.

Essa música me marcou muito. Principalmente por encaixar-se perfeitamente na minha vida. Fico muito feliz por tê-la conhecido, mais ainda por minha irmã ter aprendido a tocá-la para mim. Enfim, a banda Legião Urbana realmente sabe fazer um trabalho muito bom, crítico e profundo simultaneamente. Falando nisso, estou morrendo de curiosidade de ver o filme Somos Tão Jovens, que acho que fala sobre a formação da banda e um pouco da vida do Renato Russo. Deve ser muito legal também! Recomendo!

Um abraço a todos, ótima semana, pessoal.

Thamires Coelho, 18 anos, Rio Grande do Sul. Eterna estudante da Vida, caçadora de conhecimento, idealista, impulsiva, apaixonada e desorganizada. Adoro escrever e dar meu pitaco na conversa dos amigos! No twitter, divago em @thamirescoelho_.

Celulares e seus usos

Ontem eu voltava do serviço de ônibus e uma coisa curiosa me chamou a atenção: pelo menos todas as pessoas que estavam nos assentos da minha frente tinham celulares. Fiquei, por um segundo, me sentindo um ser de outro mundo – porque eu, desde que estraguei meu celular, não o tenho usado mais. E, sabe, ver um monte de pessoas com celulares e tu não teres um, faz tu pensares que és um ser excluído.

Curioso, isso é muito curioso! Porque ultimamente tenho trabalhado e pensado em comprar um celular… De qualquer maneira, não sei. Porque, pelo que vejo por aí – e não são poucas vezes – as pessoas vinculadas aos celulares agem como viciados, quase escravos deles. Pois é, é tenso mesmo. É tenso, porque ao mesmo tempo que esse BOOM tecnológico invadiu o mundo globalizado, ele trouxe consigo uma geração um tanto quanto superficial, que não vive, por estar vinculada a uma coisa única: o toque de um celular, aquele clássico, sabe? Da Samsung.

Fonte: We heart it.

Fonte: We heart it.

Enfim, eu estive pensando. Pensei e pensei e vi que sou muito sortuda por não ter um celular. Sabe porquê? Porque eu não fico vinculada a nada, não fico ansiosa com uma ligação que não recebi. Eu só controlo o tempo pelo relógio analógico e velho pendurado na parede. Minha noção de tempo e limites são muito maiores. Eu sei que tenho certos “privilégios” não usando o celular. Entretanto, ao mesmo tempo, sinto falta (por que será?) de um aparelho o qual eu possa me comunicar com outra pessoa. Seja para marcar de ir em uma pizzaria ou perguntar se está tudo bem.

Sei lá. Será que devo adquirir um celular mesmo? Fico observando meu pai, que agora é chefe e está vinculadíssimo ao celular, e me pergunto se quero ser como ele, que se fica sem o celular enlouquece parcialmente, ou se irrita, pois podem ligar para ele do trabalho. Fico observando minha irmã, que está grande parte do tempo no celular, usando o tal do WhatsApp, ouvindo música, se isolando do mundo, e sinto medo, muito medo de ficar com ela. Isolada, conectada, sobrevivendo? Sei lá. Eu sempre fui fã da liberdade.

Devo me prender a esse vício?

Sabe, uma vez o tema de uma redação do colégio era falar sobre o uso do celular. E, surpreendentemente, eu tirei 1000. Nossa, fiquei super feliz! Meu texto realmente estava muito bem estruturado, mas aquilo era só uma nota para passar no ENEM. Enfim, não vem ao caso, mas o que eu quero dizer é que por mais que eu tenha falado das vantagens do celular nessa redação, seu uso inadequado é perigoso. E é desse perigo que eu quero correr. Me sinto bem como estou, não sinto falta do celular. Mas, às vezes, tenho recaídas… Pois é. O celular é algo quase essencial na nossa vida hoje, pois nos permite comunicação, etc., mas não sei, não sei se devo, porque não quero me tornar mais um ser subordinado a essa tecnologia.

E vocês, o que acham?

Thamires Coelho, 18 anos, Rio Grande do Sul. Eterna estudante da Vida, caçadora de conhecimento, idealista, impulsiva, apaixonada e desorganizada. Adoro escrever e dar meu pitaco na conversa dos amigos! No twitter, divago em @thamirescoelho_.

Você já agradeceu hoje?

Passamos a vida inteira reclamando, lutando, procurando a felicidade. Mas, e o agradecimento? Você já parou para pensar o quão importante é agradecer? Não importa o que ou a quem, agradecer é sempre bom! Por isso, o post de hoje é relacionado ao verbo agradecer. Bora agradecer?

Já faz um tempo que venho pensando sobre minha vida. De uma forma engraçada e que a só a Vida sabe fazer, tudo deu certo. Deu certo sim, não foi como EU queria, mas de alguma forma a Natureza transpirou a meu favor. Vai saber, né?

Fonte: We heart it

Fonte: We heart it

Passei então a perceber que independe das forças que coordenam e mantém o Universo (por enquanto) em equilíbrio, estamos todos subordinados a elas, independente de nossas vontades. Sim, as nossas vontades contam muito também, mas eu queria muito duas coisas e não ganhei nenhuma. #trágico?

Indignada, cheguei até questionar, muitas vezes, minhas crenças, mas percebi que não tem necessariamente a ver com elas: tem a ver comigo. Completamente comigo, não com o que eu acredito. E eu vi que não vale a pena se preocupar excessivamente com as coisas — tudo bem, isso até pode ser culpa do livro do Jack Kerouac — mas eu provei que se estressar excessivamente só vai me causar mais cabelos brancos indesejáveis.

Ao invés disso, ainda na minha autorreflexão, percebi que vale mais a pena eu agradecer às forças inertes no Universo  PELA MINHA VIDA?  do que eu ficar reclamando e me questionado ‘PORQUÊ?’ quando eu já sei a resposta. Sabe?

Não é difícil perceber isso, mas é mais fácil reclamar e jogar a culpa, o fracasso, o erro, nas costas de alguém. É mais fácil apontar o dedo, dizer que um ‘Deus’ é errado, ou que ele sabe o que faz, e deixar-se levar pelo fluxo…
…Eu prefiro acreditar que tudo está certo. Porém, para sabermos disso, não precisamos de crenças e sim agradecer e enxergar a vida — se for necessário — com outros olhos. De preferência, com a cor distintas dos seus.

Enfim, sei que não é fácil agradecermos. Tampouco, enxergarmos nosso erro. Porém, sei também que é necessário, uma vez que, agradecendo, demonstramos, simultaneamente, um pouco de humildade. E isto faz bem para qualquer um.

Eu queria escrever mais, divagar e divagar, mas talvez o texto tenha ficado um pouco confuso. De qualquer maneira, agradecer é necessário. Já parou para se perguntar se você já agradeceu hoje?

Thamires Coelho, 18 anos, Rio Grande do Sul. Eterna estudante da Vida, caçadora de conhecimento, idealista, impulsiva, apaixonada e desorganizada. Adoro escrever e dar meu pitaco na conversa dos amigos! No twitter, divago em @thamirescoelho_.