O Brasil Acordou: Sobre os movimentos, manifestos e protestos a nível nacional

O Brasil Acordou!

Você está ligado no que anda ocorrendo no Brasil? Tem acompanhado as últimas notícias? Se não, faça-o! Se sim, continue! É muito importante nos movimentarmos, irmos às ruas. É muito importante, nesse momento, sairmos, mostrar nossa indignação, nossa insatisfação com os problemas que cada dia mais se atenuam no Brasil e que não possuem soluções imediatas.

Basicamente, a origem desses movimentos pacíficos está no aumento da tarifa do transporte público. O povo, então, já insatisfeito com o roubo que pagavam por um serviço de péssima qualidade e ônibus sempre lotados, se revoltou e foi às ruas. E eles tem toda a razão! Afinal, manifestar-se é direito do cidadão, os cidadãos podem e devem demonstrar sua insatisfação perante algum fato.

Acontece que, nesses movimentos que eram para ser pacíficos, surgiram pessoas (certamente de má-fé) que começaram a ter uma atitude desrespeitosa e hostil com a polícia. Vejam bem: eu não sou do lado da polícia, mas também não posso dizer que ela está errada. A princípio, era para ser um movimento pacifista, sem violência, sem depredação. E, infelizmente, as pessoas com más intenções aproveitam-se para depredar patrimônios, violentar policiais, quebrar vidros de carros de terceiros entre outras barbaridades. Isso é, sem dúvida, vergonhoso. Pois este movimento brasileiro está sendo visualizado mundialmente (uma vez que a Copa 2014 está aí) e poderíamos, realmente, fazer bonito.

Mas, acima de tudo isso, é importante lembrar que um fato não anula o outro… E pelo que pude perceber, a mídia (leia-se: Rede Globo) tem mudado a maneira de relatar os fatos (menos censurados) pois o povo, literalmente, está puto! Felizmente, a população não é burra como, talvez, algum dia alguém pensou. E escolheu a hora certa de agir: em plena Copa das Confederações. Tem momento melhor?

#VemPraRua

E eu acho esses movimentos, sinceramente, pertinentes e os apoio! É momento de sairmos às ruas, de mostrar a indignação com a falta de investimento na educação, na saúde, no transporte público. Afinal, não é um direito de todo cidadão ter uma Vida de boa qualidade? Só para lembrar: o Brasil é um dos países que mais cobra impostos no mundo, para onde vai essa grana? Porque existe dinheiro, BILHÕES DE REAIS, para ser investido em Copa 2014, em outras necessidades supérfluas e não nas essenciais? Você já parou para pensar nisso?

Nessa quinta-feira, haverá um movimento aqui na minha cidade. Eu vou. E espero que os outros também vão.  Só que não vou para violentar, não vou para desrespeitar, não vou para agredir e não vou para depredar! Não podemos confundir as coisas, pois se não a parte rebelde, radical, violenta, acaba representando um todo, que só quer manifestar-se por melhorias nas políticas públicas, principalmente.

Não podemos nos esquecer de nos cutucarmos e o colega do lado também. Por enquanto, alguns não querem reivindicar , não querem sair às ruas, porque não lhes tange. Assim fica fácil. Unidos, sempre poderemos mais. #VemPraRuaBrasil!

Uma boa terça-feira de muita reflexão a todos!
Thamires Coelho.

No dia dos namorados, menos presentes, mais ação!

Olá, olá!

O Dia dos Namorados acabou de passar e tenho uma notícia e/ou uma ideia para você, namorado, namorada, que não pôde dar presentes para seu amore. Para início de conversa, anime-se: nem eu comprei presente, pois eu e meu namorado combinamos de não nos presentearmos. Eis que, quando chego em casa louca de dor nas costas, vejo o garoto, inicialmente zoando minha cara e depois me fazendo chorar rios: é claro, ele havia feito uma surpresa para mim – mesmo combinando de não nos presentearmos.

Eu fiquei muito alegre, mas não vou retribuir, afinal, combinamos. E, pensando nisso, me vem a mente o quanto as pessoas são ligadas a esses presentes materiais, essas coisas mundanas que são capazes de acabar com qualquer relacionamento. Sim, presentes são demonstrações (PEQUENAS!) de amor… E tem lá seu mérito. Mas, pense comigo: respeito, carinho e sinceridade são muito mais importantes que essas demonstrações. Por isso, no Dia dos Namorados – ou melhor, SEMPRE – demonstre respeito ao seu companheiro ou companheira, mime-o com carinho e engrandeça o relacionamento de vocês com sinceridade.

Enfim, é a uma ideia que tenho. E é importante lembrar, também, que sou grande apreciadora de presentes, inclusive – quando posso – adoro dá-los a alguém! Mas, nessas datas que são muito comerciais, vale muito mais a pena, às vezes, fazer algo como uma comidinha para os dois, um jantar especial, uma carta… Muito melhor do que ficar horas e horas em uma fila para comprar um presente, que, no final, você nem saberá se a pessoa gostará ou não.

Só como curiosidade, ganhei um lindo buquê de flores laranjas e amarelas do meu namorado, super delicadas! Além disso, ganhei uma caixinha também de bombons Ouro Branco, é óbvio que amei! E chorei bastante. Ele ficou feliz! Que bom. Mas como falei, não vou retribuir, porque combinamos que não e, aliás, minhas condições não estão lá muito boas. Eu sei que ele vai entender, porque, afinal, ele me deu esses mimos porque quis. Eu não desvalorizo, pelo contrário. Só que dar um presente ou não, não significa que ama mais ou não. Por isso, não se prenda em presentes nessas datas simplistas e comerciais.

E, não esqueça: o Dia dos Namorados deve ser todo o dia, cultivado, cuidado e vivido com muito, mas muito carinho, atenção e amor.

Uma foto minha e do meu amor!

Thamires_Gustavo

Boa quinta-feira!
Thamires Coelho

Não minta para mim, eu saberei

Não minta para mim. Não minta para mim, porque saberei quando tu fizeres isso.
Não minta para mim porque teus olhos não vão me enganar, tuas atitudes não irão me convencer e teus beijos não vão me conquistar.

Não minta, porque aí o amor se acaba. E se ele se acaba, porque devemos ficar?
E, para mim –  acredite – a sinceridade deve ser maior que tudo.
Maior que teus desejos carnais, maior que as festas de outros carnavais.
E, dessa forma, eu só espero que não te tornes mudo
A ponto de não mais me falar.

A.H.

Pelos finais felizes

FelicidadeEu tenho observado em muitos textos – inclusive nos meus – de livros, revistas, contos e afins que as pessoas sempre querem um final feliz. É engraçado, pois até mesmo aquela pessoa mais sombria, solitária, cria um final feliz, mesmo que da sua maneira.

Eu as entendo. É simplesmente a lei da Vida. Independente da sua religião, credo, filosofia de Vida, vamos sempre desejar um final feliz para qualquer coisa que escrevermos, pois é assim que nos enxergamos no futuro.

Querer um final feliz, é isso. Independente de quão magoado seja seu texto, triste, frio, cruel… Independente disso, pelo menos uma vez passou na sua cabeça tornar o final da(s) personagem(s) feliz. E isso não é ruim, acredite. O seu texto não vai ser bom devido ao seu fim clichê ou não. Porque a felicidade é o que almejamos e até pode parecer clichê… Mas se for bom o seu desenvolvimento, sua tese, seu livro vai vender.

Por isso, não tenha medo de arriscar em finais felizes. Os tristes são diferentes e mostram um lado subjetivo do ser humano, mas o feliz, sim, é o que desejamos. Isso é lei. Vamos escrever finais felizes, mas não clichês. Aqueles finais em que a pessoa luta muito para conseguir o que quer – e quem disse que final feliz é sinônimo de beijo na boca ou casamento?

Fica a reflexão de hoje, esse só é mais um pensamento que me incomoda.
Boa quinta-feira!
Thamires.

Você

“Não consigo entender
O porquê dessa sensação…
Você se vai levando a cor consigo
E permaneço nessa solidão

É matador o seu cheiro
Não há nada igual
Eu me retorço de desejo
Percebo que isso não é normal

E nesse impasse permaneço
Vejo que não há opção
Você e eu, futuro e medo
Batidas fortes do coração”

Thamires Coelho

Rotina

Você abre os olhos cansada, imaginando mais um dia duro de trabalho. O seu marido já se levantou, tomou um banho e está terminando de tomar café. Mal você aparece, ele já abre um sorriso amarelo, rápido. Você olha as horas. Apenas 07:15 e ele já está pronto. Você, por um nanosegundo, inveja-o, mas lembra que deve estar no escritório de advocacia às 08:30. Uma surpresa boa: mensagem do chefe… Apressada, vai logo ver o que é: Oba, folga! Imediatamente relaxa e corre para o marido para contar a boa nova. Mal ele lhe escuta, dá-lhe um beijo e sai apressado. Um pouco decepcionada você chega ao seu quarto. Deita e segura as lágrimas para não chorar. Acende um cigarro – ops, você sabe que ele odeia que você faça isso no quarto, mas ele não está em casa. Começa a devanear sobre sua vida de casados, 3 anos, já, nenhum filho… Nada.

Agora lembra-se dos anos dourados do namoro. Ele era quente, sexy. Tinha uma pegada que lhe deixava louca. Sem resistência, você se entregava, o sexo diário era garantido. Beijos, abraços, carícias… Eles não tinham lugar para acontecer. Era tudo muito selvagem, louco. Você ia às nuvens com aquele homem, tão viril, tão másculo. Aos poucos volta a realidade e… Segunda decepção do dia: seu marido já não é tão selvagem – e você simplesmente não entende o porquê. Muitas vezes, masturba-se escondida, imaginando que um dia ele a pegue em pleno ato. Você grita desesperada por dentro, querendo mostrar a ele – implicitamente – o quanto você sente falta do seu homem.

Infelizmente, ele parece não ligar. Quantas vezes já conversaram? Em vão… Enfim, você se resigna com a situação, aceita o sexo mais ou menos dele. Mas percebe que falta algo. Talvez, só talvez, as brigas pós lua-de-mel tenham estragado o clima selvagem entre vocês dois. Você suspira profundamente… Lá fora você vê muitos pássaros voando… Vai chover? Pega-se pensando em quantas vezes já pensou em terminar tudo, mas só por sexo? Afinal, valerá a pena? Você sente uma enorme vontade de gritar e terminar tudo, dizer que ele é incapaz. Um relâmpago de pensamento passa por sua mente e você parece enxergar ele nos braços de outra, muito, mas muito mais gostosa que você. Suspiros.

Você se levanta assustada e percebe que dormiu demais. Vê o cigarro no fim mas ainda aceso, tenta ver que horas são. No seu celular, duas mensagens dele dizendo que vai chegar para o almoço. Um salto da cama e você está na cozinha. “Está em cima da hora, dormi demais!” pensa. Rapidamente prepara alguma coisinha para comerem enquanto o prato principal fica pronto.

São 12:34 e ele ainda não chegou. A mesa, bem posta, está linda e decorada. Você até se arrumou, com esperanças. Passam-se 3 minutos. Olha no relógio, ansiosa, e ouve um barulho de chaves. Vê o marido entrando e percebe o que ele traz para você: seus doces preferidos. Imediatamente, enquanto ele avança para chegar perto de você – agora sem o sorriso amarelo: ele está carinhoso, quente –  percebe porque ainda não terminou com ele, mesmo o sexo sendo mais ou menos. Percebe que, todos os pensamentos no momento de reflexão caracterizavam uma mulher carente, sim, mas que pode sobreviver a estes poréns para viver esse amor.

Ele toca seu rosto, você enrubesce. “Olá, querida.” “Olá.”
Você aproveita o momento e tirá-lhe o casaco, convidando-o para almoçar. Mais tarde, ele dispensa o serviço e juntos vão tomar um banho relaxante, falar da vida e, quem sabe, fazer um bom e merecido sexo.

Thamires Coelho